É esta a imagem que está a chocar o mundo,
Segundo o site da tvi24, "chamava-se Aylan Kurdi, tinha apenas três anos e morreu num naufrágio na costa turca. Mãe e irmão mais velho também não sobreviveram. Família queria chegar ao Canadá, mas pedido de asilo tinha sido rejeitado."
Esta é uma das muitas histórias dramáticas dos migrantes sírios. O objetivo destas pessoas é apenas um: sair da terra que os viu nascer e que agora está entregue ás mãos do estado islâmico, para procurarem uma vida melhor para a sua família. Querem fugir da guerra, da morte. E para isso, sacrificam a própria vida para chegarem á Europa. Mas nem todos conseguem. Muitos morrem pelo caminho. Outros, devido á fome ou á falta de condições, chegam mesmo a morrer em terreno europeu.
E será que os países europeus têm capacidade para tratar destes refugiados da maneira que eles merecem? Neste momento os líderes europeus estão a fazer o jogo da batata quente. "O problema não é meu, é teu, portanto resolve tu." E enquanto os homens poderosos andam a jogar, há uma perda enorme de vidas todos os dias.
Entretanto a Macedónia abriu as "portas" e os migrantes podem finalmente dirigir-se ao centro da Europa. Mas mesmo assim, ainda há países que acham que o problema não é deles.
Portugal já se disponibilizou para receber alguns milhares de refugiados e já há famílias e centros dispostos a acolhê-los. O povo português é um povo generoso,
Mas a grande pergunta que se impõe é a seguinte: será este um problema só da Europa ou um problema mundial? Terá a Europa capacidade para receber as milhares e milhares de pessoas que todos os dias fogem dos seus países em busca de uma vida melhor? E que consequências terá isto a nível mundial? Terá esta imagem a capacidade de abrir os olhos a todos os líderes mundiais?
Uma coisa todos sabemos: a maneira como estas pessoas estão a ser tratadas não é digna de nada nem de ninguém. Nem um animal deveria ser tratado assim.
Esperemos que depois disto, se faça alguma coisa que dignifique a vida destas pessoas e que a morte daquele menino e de muitas outras pessoas não tenha sido em vão.

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